Estratégias COVID19

Estratégias de Ação Covid19

 

Nos últimos meses o país parou em função da disseminação do novo coronavírus. Além de deixar a população em longas semanas de distanciamento e isolamento social, a crise gerada pelo aumento da doença fechou lojas, restaurantes e escolas afetando diretamente a população, que perdeu emprego, teve seu salário reduzido ou precisou trabalhar se expondo à doença. 

O perfil de trabalho dos moradores da comunidade que o CEDEP atende é voltado para os serviços gerais, principalmente relacionados à construção civil, vigilância e ofícios de limpeza e trabalho doméstico. Grande parte das pessoas não trabalha de forma regularizada e recebe de acordo com serviço prestado. Também existe um alto índice de desempregados. 

As crianças da comunidade passaram a ficar em casa por conta da pandemia, e, consequentemente aumentaram as despesas com a alimentação das famílias. Com este panorama, é possível compreender que a crise gerada pelo coronavírus atingiu praticamente todas as famílias da comunidade, em maior ou menor grau.

O Covid-19 trouxe uma série de mudanças na rotina de todos, e isso incluiu as atividades do CEDEP. que precisou paralisar, temporariamente, as atividades presenciais. E neste momento de mudanças e incertezas, o CEDEP viu na solidariedade e na sua missão de ser um espaço de acolhimento, a importância de se manter mais ativo do que nunca, mesmo de longe. Por conta da pandemia e de como ela afetou muitas famílias da comunidade, o CEDEP mobilizou diversas frentes e criou um plano de ação para realizar atividades que pudessem dar suporte às famílias em situação de vulnerabilidade.

Ações do CEDEP contra a crise do Covid19:

Dentre as atividades que o CEDEP está realizando de maneira presencial está a entrega de cestas básicas para famílias da comunidade.

De  início, essa atividade foi pensada direcionada às famílias vinculadas à instituição e de maior grau de vulnerabilidade social, já que a alimentação das crianças e adolescentes eram oferecidas pelo CEDEP. Devido à intensa necessidade nos meses de março e abril, as entregas das cestas aconteciam semanalmente. A medida que a crise gerada pelo novo coronavírus se prolongou, a instituição organizou entregas de cestas básicas de maneira extensa, ampliando o atendimento também às famílias da comunidade. Hoje a entrega tem acontecido duas vezes ao mês. Leia mais

Como o funcionamento de escolas e instituições educacionais foram paralisados em todo país por decreto, as crianças, adolescentes e jovens assistidos pelo CEDEP também não puderam continuar participando das atividades presenciais. Desta forma, a equipe de educadores desenvolveu um plano com estratégias de trabalho remoto.

Trabalhos home office foram sistematizados  pela coordenação pedagógica e sua equipe de educadores, iniciou com a constituição de grupos por áreas afins com intuito de formação no aprofundamento da identidade das oficinas.

Além de ser uma atividade importante para o desenvolvimento das crianças e adolescentes, as atividades remotas mantém o vínculo entre as crianças e adolescentes  jovens e os educadores, incentivando para que os alunos tenham interesse em continuar com as atividades presenciais. Os grupos no Whatsapp permitem que os educadores consigam acompanhar, na medida do possível, o cotidiano dos educandos. Leia mais

Outra forma de destinar recursos para famílias atingidas pela crise provocado pelo  COVID19 foi a implementação do Banco Comunitário, em parceria com o Instituto Comunitário da Grande Florianópolis (ICOM). A iniciativa utiliza uma moeda virtual para destinar recursos em dinheiro diretamente para a família beneficiada. Este dinheiro virtual vale o mesmo que o físico e pode ser utilizado para compras de alimentos, produtos de limpeza e higiene. As compras são feitas apenas em comércios da comunidade e que foram cadastrados. A ferramenta é controlada pela família e pelo comerciante através de um aplicativo de celular.

A proposta soluciona uma das limitações da entrega de cestas básicas, que é que nem sempre os produtos que estão lá atendem diretamente as necessidades da família. A moeda virtual dá autonomia para que as pessoas escolham quais itens estão precisando. Além disso, a iniciativa fortalece os pequenos comércios e faz com que os recursos financeiros continuem circulando no próprio bairro. O Banco Comunitário também se mostra como uma ponte importante para estreitar laços dentro da comunidade, fortalecendo as relações entre os comerciantes, famílias e o CEDEP.

Hoje as famílias do CEDEP que estão cadastradas recebem, por três meses, um saldo de 200 reais e podem escolher, dentre os mercados cadastrados, onde preferem fazer suas compras. A seleção de famílias que receberam este benefício deu atenção àqueles que foram diretamente afetados pela crise do coronavírus. A equipe psicossocial  do CEDEP leva em consideração pessoas que perderam o emprego ou tiveram o salário cortado, por conta do isolamento social.

Atualmente o CEDEP já auxilia 185 famílias através do Banco Comunitário. Dessas famílias, 125 são famílias do CEDEP e 60 famílias são da comunidade sem vínculo anterior.

Para minimizar os danos nas famílias brasileiras provocados pelo novo Coronavírus, o Governo Federal lançou, no final de março, o programa de Auxílio Emergencial da Caixa Econômica. Todas as terças-feiras desde que o programa foi anunciado, o CEDEP tem dado suporte presencial para a resolução de problemas relacionados ao Auxílio Emergencial. O CEDEP está prestando apoio presencial para realizar cadastros online, acompanhar o estado do pedido e sanando eventuais dúvidas. 

O suporte relacionado ao auxílio também se deu no âmbito da divulgação. Muitas famílias da comunidade sequer sabiam da existência do programa ou que tinham o direito de recebê-lo. Muitos também não sabiam como era feito o cadastro e solicitação. 

O auxílio é um benefício de 600 reais destinado a trabalhadores informais, pessoas de baixa renda, autônomos e desempregados. Para se inscrever no programa, a pessoa precisa realizar um cadastro online, através de um computador ou aplicativo de celular. Muitas pessoas da comunidade tiveram problemas no processo de cadastro, por não possuírem acesso à internet ou terem dificuldade em utilizar ferramentas digitais. Outras pessoas tiveram dificuldades relacionadas a análise do cadastro, que exige uma série de fatores como o máximo de dois cadastrados por família e CPF regularizado, por exemplo.  

É um projeto que destina recursos para as famílias comprarem produtos de alimentação, higiene e limpeza em mercearias da comunidade. Uma proposta do CEDEP com parceria do Itaú Social e o apoio do SEBRAE. O projeto surge da boa resposta do Banco Comunitário, com uma proposta semelhante, mas sem o uso de uma moeda virtual. O projeto aproveita a prática comum de cadernetas que já existe em pequenas mercearias. As famílias são vinculadas a um comerciante da comunidade e recebem um crédito para compras, que é controlado pelo comerciante na  caderneta. 

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